Não posso ser como o mundo,
nem vestir sua máscara de normalidade;
Há um abismo em meu silêncio profundo,
e uma vertigem chamada liberdade.
Preciso entender minha loucura,
Antes que a razão me torne estrangeiro;
Há perguntas que nenhuma certeza cura,
E precipícios escondidos no espelho.
Caminho entre o absurdo e a existência,
Sem encontrar respostas para o meu ser;
Talvez enlouquecer seja a resistência,
De quem se recusa a apenas viver.
E se o mundo me chamar de perdido,
Que eu me perca sem me abandonar;
Prefiro o peso de um ser dividido,
À paz de nunca me questionar.